quarta-feira, 26 de maio de 2010

UNE, CUT, MST e mais 25 entidades definem posicionamento para as eleições 2010

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne 28 entidades, entre elas CUT, UNE e MST, realizará no próximo dia 31 de maio, segunda- feira, em São Paulo, uma Assembléia Nacional com objetivo de discutir, elaborar e aprovar a plataforma política do movimento social brasileiro para as eleições 2010. O documento será apresentado ao conjunto da sociedade e incluirá a pauta de reivindicações dessas entidades aos candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital.

A Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais acontecerá na quadra da sede do Sindicato dos Bancários (Rua São Bento, 413, Centro), a partir das 10h. São esperadas mais de 3 mil pessoas de todas as regiões do país, que representam movimentos de moradia, estudantis, trabalhadores, sem terra, sem teto, desempregados, além de intelectuais, comunicadores, pastorais e diversos sindicatos. A participação é aberta a qualquer cidadão, sem necessidade de credenciamento prévio.

POSICIONAMENTO PÓS GOVERNO LULA

Apesar de o governo Lula ter sido o que mais dialogou com os movimentos sociais brasileiros, a CMS aponta que as mobilizações e a pressão popular irão se acirrar em 2011, independentemente do resultado eleitoral. Além de aprovar o texto, a assembléia servirá para organizar as próximas mobilizações unificadas. A CMS incentivará também a constituição de comitês populares de campanha para as eleições 2010. Serão espaços pluripartidários de articulação dos movimentos sociais para intervenção no processo eleitoral.

PROJETO INICIADO EM JANEIRO

Sensibilizados com o momento histórico pelo que passa o Brasil neste início de século e atentos à responsabilidade de marcar sua posição no processo eleitoral de 2010, os movimentos sociais começaram sua articulação em janeiro, durante o Fórum Social Mundial - 10 anos, em Porto Alegre, dia 29, e o Fórum Social Temático de Salvador, dia 31. Nestes dois encontros, a CMS realizou a Assembléia dos Movimentos Sociais e lançou um duplo desafio:

Construir uma plataforma de lutas e propostas unificadas, apresentando um Projeto Popular para o Brasil;

Combinar uma intervenção qualificada no processo eleitoral, defendendo esse projeto, sem se deixar absorver pela lógica eleitoral, com a continuidade da mobilização social e a construção de uma agenda unificada de lutas.

Foram também realizadas plenárias em 15 estados, para absorver as reivindicações locais de cada região do país, mobilizando mais de 20 mil pessoas, unificando a rica diversidade de movimentos. Dessa forma, o amplo debate realizado em todo o território brasileiro renova a leitura de último documento lançado pela CMS, em 2006.

PRÉ-SAL, MEIO AMBIENTE, DESENVOLVIMENTO E SOLIDARIEDADE

O texto a ser aprovado se divide em cinco eixos temáticos, com o propósito de apontar as posições e intervenções da CMS sobre o atual momento político. Os cinco pontos são: "Soberania Nacional", "Desenvolvimento", "Democracia", "Mais Direitos ao Povo" e "Solidariedade". Para além desses temas, o documento deverá incluir novas bandeiras como a defesa do pré-sal 100% para o povo brasileiro, uma política de desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, valorização do trabalho, universalização da internet banda larga e o fim das patentes de remédios.

O QUE É A COORDENAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS - CMS

A diversidade marca a Coordenação dos Movimentos Socias (CMS), criada em abril de 2003 por organizações e entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Espaço de convergência, reflexão e atuação conjunta, a CMS tem o objetivo de aglutinar propostas para o desenvolvimento do país e para a melhoria da vida do conjunto da sociedade. Trata-se de um espaço estratégico de convergência de todas as forças populares e democráticas. Juntas, elas constroem um campo de ação que coloca os movimentos sociais como protagonistas na produção de conhecimento e elaboração de alternativas viáveis e avançadas para o Brasil.

A CMS é formada por movimentos nacionais, mas nos estados participam movimentos e grupos locais. A Coordenação se organiza a partir de articulação horizontal e sem hierarquia por tipo ou forma de movimento. Não foram convidados partidos políticos, sendo que as diferentes correntes ideológicas se expressam por meio da sua presença nos movimentos de massa. Em todos os debates, se busca a pluralidade, o respeito à democracia e consenso nas decisões tomadas.

QUEM PARTICIPA DA CMS

CUT - Central Única dos Trabalhadores / MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra / CMP – Central de Movimentos Populares / UNE - União Nacional dos Estudantes / ABI - Associação Brasileira de Imprensa / CNBB/PS - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-Pastorais Sociais / Grito dos Excluídos / MMM - Marcha Mundial das Mulheres / UBM - União Brasileira de Mulheres / CONEN / MTD - Movimento dos Trabalhadores Desempregados / MTST - Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto / CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino / CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação/ Conam - Confederação Nacional das Associações de Moradores / UNMP - União Nacional por Moradia Popular / Ação Cidadania / Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz / ABRAÇO - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária / CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil / CNQ -Confederação Nacional do Ramo Químico / FUP – Federação Única dos Petroleiros / CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil / CMB / ANPG – Associação Nacional dos Pós Graduandos

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