domingo, 6 de setembro de 2009

UEP travando diálogo sobre proposta de Gratuidade da UPE

No dia 31 de Agosto de 2009 foi realizada na SECTMA uma reunião com a representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia do nosso estado (Luciana Santos). A reunião teve como objetivo travar lutas e buscar soluções pela gratuidade da Universidade de Pernambuco e também atender as reais necessidades das autarquias municipais.

A reunião iniciou com 1h 30 min de atraso e na mesa de discussão contou com a presença do atual Presidente da UNE (Augusto Chagas), a Presidente a UEP (Virgínia Barros - Vic), o Presidente do DCE UPE (Divonaldo Barbosa), o Presidente do DCE da FAFOPAIA (Charles Maia) e o Presidente do DCE da FAMASOL (Uchoa). Além destes representantes, marcaram presença também vários DA’s e CA’s da UPE.

Augusto Chagas agradeceu o espaço promovido e falou um pouco sobre o CONUNE e a capacidade de mobilização da União Nacional dos Estudantes. Aproveitou também o momento entregar a Luciana Santos o Projeto da Reforma Universitária construído pelo Coletivo de Estudantes que apóiam a Entidade.

Em suas falas, os representantes da UPE e das Autarquias municipais contaram os problemas de estrutura física, o número insuficiente de docentes e falaram sobre a importância de que a UPE e as autarquias sejam financiadas pela união. A presidente da UEP (Vic) ratificou os eventuais problemas e apresentou um Projeto pela Gratuidade da UPE. Este documento foi encaminhado para Luciana Santos, para o DA / ESEF e posteriormente apresentado no Conselho Social da UPE.

Luciana Santos falou que já havia conversado com o Reitor da UPE (Carlos Calado) sobre o assunto e afirmou que isso é uma questão que depende muito mais de uma decisão do atual governador (Eduardo Campos – ele foi autor de um primeiro documento que pedia a gratuidade da UPE) e que já existe um dialogo com o mesmo sobre a temática. Para que a união financie a UPE a fim de garantir a gratuidade seria necessário ceder 13 milhões de reais por ano a Universidade. Já em relação às autarquias municipais, uma das soluções a ser discutida é incluir a sua federalização através dos recursos do pré-sal.

Uma Universidade deve ser encarada com um agente transformador de uma sociedade e é preciso enxergar a UPE pela dimensão que ela ocupa em nosso estado. È um pouco cômico, para não dizer trágico, ver que a UPE é a única Universidade Estadual que é PAGA. Como podemos pensar no FIM das FACULDADES PRIVADAS quando temos UNIVERSIDADES PÚBLICAS que ainda COBRAM TAXA AOS DISCENTES? Esperamos que o Governador Eduardo Campos até o fim de seu mandato consiga garantir a gratuidade da UPE, já que ela também foi sua bandeira de luta em pré-campanha. Que a gratuidade da UPE não fique funcionando como um trampolim de campanha política a cada quatro em quatro anos.

Queremos uma Universidade gratuita e de qualidade!

“ÔÔÔ UPE...

CHEGOU A HORA!

GRATUIDADE SEM DEMORA!”

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